O núcleo habitacional é precedido por um belo jardim, delimitado por um muro alto que acompanha o movimento em curva da rua, mas com amplas aberturas dotadas de gradeamentos de ferro.

Pedro Dias

Jardim

Extensão natural do edifício, o jardim é também espaço cénico e narrativo de riqueza conceptual.

 do belo artístico…

Graciosamente recortado pela geometria de diversos canteiros de buxo, pontilha de expressivas peças escultóricas, em pedra e em bronze, de um pequeno lago lateral, favorecendo uma ambiência que convida ao repouso e que explica porque o Professor chamava a este lugar o seu “refúgio”.

Para além das esculturas, “a maioria fruto da passagem à pedra de gessos de grandes estatuários do tempo que os fizeram para outros encomendantes, sobretudo para obras públicas de Lisboa e para a Exposição do Mundo Português de 1940, destaca-se também uma fonte de ferro, obra francesa do início do século XX” (Pedro Dias). Enriquecendo este conjunto, nas paredes interiores do muro que circunda o jardim, um conjunto notabilíssimo de painéis de azulejos barrocos, de fabrico lisboeta, bem como os azulejos a azul e branco do século XVI que envolvem o alpendre da entrada do piso inferior, obrigam também a uma atenção e olhar mais demorados.

 … ao naturalmente belo

O jardim embeleza-se de canteiros recortados por buxo (buxus sempervirens) e de espécies arbóreas que acompanham a idade da casa, como a grandiosa magnólia grandiflora, que se veste de branco nos meses de Janeiro e Fevereiro, as lagerstroemia índica rosa, com a sua abundante floração, e os cedrus deodara.