• João Salavisa e José Mattoso, vencedores da edição de 2012
  • Entrega do prémio a João Salavisa, vencedor da edição de 2012
  • Entrega do Prémio a José Mattoso, vencedor da edição de 2012
  • Comunidade Vida e Paz, vencedora da edição de 2010
  • Entrega do Prémio à Associação Acreditar, vencedora da edição de 2011
  • Comunidade Vida e Paz, vencedora da edição de 2010
  • Entrega do Prémio à Comunidade Vida e Paz, vencedora da edição de 2010
  • Entrega do Prémio à Associação Criança, vencedora da edição de 2009
Prémio Nuno Viegas Nascimento

A instituição

No encerramento das comemorações do 50º aniversário da Fundação Bissaya Barreto (26.11.2008), decidiu o Conselho de Administração instituir o Prémio Nuno Viegas Nascimento em homenagem ao Presidente, falecido nesse mesmo ano.

O patrono

Nuno Viegas Nascimento foi o grande impulsionador da extraordinária Obra Social criada e legada pelo fundador, posicionando a Fundação entre as mais prestigiadas fundações portuguesas. Adaptou-a e empreendeu, com inovação e criatividade, projectos de dimensão regional, nacional e internacional, tornados de referência no quadro da filantropia e assistência social (protecção à criança, à mulher, à família e ao idoso), da educação, da formação e da cultura. A exigência com a qualidade, a superior competência e a dedicação incondicional às causas da Fundação, justificam o tributo que este Prémio visa dedicar-lhe, ao distinguir personalidades ou instituições que, pelo seu pensamento ou acção, demonstrem ter dado contributo significativo para o progresso social do país exaltando os Valores em que a Fundação se revê.

O prémio

O Prémio contempla, rotativamente e em cada edição, uma das áreas de interesse e de intervenção da Fundação Bissaya Barreto, a saber as áreas Social, da Educação, da Saúde, da Cultura e da Formação Profissional. O Prémio tem um valor pecuniário de 50.000 € (cinquenta mil euros) e constitui uma das maiores distinções pecuniárias atribuídas, neste âmbito, em Portugal.

Entrega do prémio

Decorre a 26 de Novembro, dia do aniversário da Fundação Bissaya Barreto.

PRÉMIO 2012 - Cultura

Prémio Nuno Viegas Nascimento 2012 (com o valor pecuniário de cinquenta mil euros) abriu concurso entre 30 de abril e 13 de julho de 2012, para admitir a concurso, na área da Cultura, as candidaturas que envolvessem ações ou projetos que tenham contribuído para a afirmação e valorização internacional da Cultura Portuguesa em domínios tão diversificados como:
a) Iniciativas que reforcem os atributos identitários nacionais, valorizando o património material ou imaterial;
b) Manifestações de criatividade cujos resultados tenham tido reflexos tangíveis no desempenho socioeconómico português ou na notoriedade internacional contemporânea de Portugal.

Foram submetidas a concurso 66 candidaturas.

Júri: O Júri, presidido pela Presidente do Conselho de Administração da Fundação, Dr.ª Patrícia Viegas Nascimento, foi constituído pelos Professores Doutores José Veiga Simão, Luís Braga da Cruz, Júlio Pedrosa, António Meliço-Silvestre, António Pedro Pita e Dr. Henrique Monteiro.

Deliberação: Reunido a 12 de outubro, o Júri congratulou-se com o número, qualidade e diversidade das candidaturas apresentadas a concurso, enfatizando por particularmente positivas e surpreendentes, a emergência e efervescência de valores, de manifestações criativas e projetos de dimensão pluridisciplinar através dos quais a Cultura Portuguesa vivifica e se projeta nas mais diversas latitudes designadamente – e no que neste Prémio coube apreciar – a partir de Portugal, de Espanha, de Andorra, do Reino Unido, da Bélgica, de Timor-Leste, da Malásia, do Sri-Lanka e da China. Ressalvada a qualidade, diversidade e mérito relativo de outras candidaturas, o Júri decidiu atribuir o Prémio Nuno Viegas Nascimento 2012 Ex-Aequo, aos projetos:
– Heritage of Portuguese Influence/ Património de Influencia Portuguesa (com o acrónimo HPIP) sequente da publicação Património de Origem Portuguesa no Mundo: Arquitetura e Urbanismo, dirigidos e apresentados a concurso pelo Professor Doutor José Mattoso.
– “João Salaviza: Cinema de Portugal”, Cinema do Mundo, apresentado por João Salaviza.
neles reconhecendo “duas candidaturas que, cruzando expressões e manifestações culturais de dimensão diferente, se completam na universalidade, na afirmação e valorização da cultura portuguesa. Uma, potenciando a preservação e valorização futuras de um legado histórico e patrimonial (arquitetónico) de influência portuguesa, no mundo; a outra, potenciando através da linguagem cinematográfica, da criatividade e produção artística, o compromisso com a divulgação do pensamento, de realidades e identidades socioculturais de um Portugal contemporâneo”.
Sobre ambos os Vencedores e sobre os seus contributos para a divulgação da cultura portuguesa, o Júri louvou ainda o mérito, a qualidade, credibilidade e notoriedade internacional alcançadas e a forma como o desempenho das suas ações se projeta sobre o futuro com auspiciosa sustentabilidade.

Entrega do Prémio: O prémio, com um valor pecuniário de 50 mil euros, repartido em montantes iguais no valor de 25 mil euros, foi entregue aos Vencedores, no dia 26 de Novembro, em cerimónia pública, no Campus do Conhecimento e da Cidadania da Fundação Bissaya Barreto (Bencanta – Coimbra).
Nesta cerimónia, que uma vez mais se realizou sobre o dia de aniversário da Fundação Bissaya Barreto (o 54º) a Presidente do Conselho de Administração, Patrícia Viegas Nascimento, rendeu pública homenagem ao humanismo e visão filantrópica do patrono da instituição, Prof. Bissaya Barreto, e à lealdade e espírito de missão com que, respeitando a sua vontade, os seus sucessores, e em particular o presidente Nuno Viegas Nascimento (patrono do prémio) souberam conduzir a Fundação adaptando-a às exigências do tempo sem desvirtuar a sua identidade e a sua genética.
Na sua intervenção, Patrícia Viegas Nascimento classificou de colossal o projeto submetido pelo Prof. José Mattoso, ao inventariar sítios e monumentos de influência portuguesa que, pelo mundo, dão testemunho da criatividade e diversidade arquitetónica resultantes do encontro da cultura portuguesa com as culturas de povos de outros continentes. Um trabalho de enorme rigor científico, apoiado e publicado pela Fundação Calouste Gulbenkian. O projeto premiado, sequente da obra impressa, divulga não só todo o legado patrimonial já inventariado, como permite cruzar e introduzir doravante novas informações, também por contributo que qualquer utilizador possa vir a oferecer, a partir de qualquer ponto do mundo. A Presidente da Fundação cumprimentou e elogiou igualmente o talento e a notoriedade internacional da obra cinematográfica de João Salaviza, a qual – disse – num percurso ainda tão curto, colhe já tão prestigiado reconhecimento europeu. Patrícia Viegas Nascimento fez votos de que a sua carreira continuasse comprometida com o nosso Pais, com a observação e interpelação do seu quotidiano, das suas vivências concretas, e fosse tão aplaudida nas nossas salas de cinema como o tem sido nos mais importantes festivais de cinema europeus.
Em agradecimento, o Prof. José Mattoso destacou a importância do património cultural que considerou indispensável à sobrevivência espiritual da humanidade. O historiador fez no entanto referência à obra por si dirigida, como uma obra de autoria coletiva que contou com os mais reputados coordenadores científicos e especialistas das Universidades de Coimbra, Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa e de Évora. Referindo o protocolo estabelecido entre a Fundação Gulbenkian e este consórcio de universidades portuguesas, pelo qual a transmigração de dados e a gestão do portal HPIP passava para sua responsabilidade, José Mattoso entregou o prémio pecuniário à gestão do projeto, ora acolhida pela Universidade de Coimbra e por isso recebido pelo Prof. Arq.to Walter Rossa.
O jovem cineasta João Salaviza, manifestando-se honrado por partilhar o galardão com o Prof. José Mattoso, defendeu a importância do Cinema como um veículo de aproximação de pessoas e de realidades à história que – disse – é profusa em imagens que lhe interessam e importam particularmente capturar, como registos de vivências concretas.
A cerimónia contou com a presença do Presidente do Grande Conselho da Fundação Bissaya Barreto, Dr. António Almeida Santos, e do orador convidado, Dr. Emílio Rui Vilar que fez uma intervenção sobre “Os desafios das Fundações nas sociedades contemporâneas”.

PRÉMIO 2011 - Saúde na Criança : Alavanca da Cidadania

A IIIª edição do Prémio incidiu sobre a área da Saúde para, sob o lema “Saúde na Criança – Alavanca da Cidadania” distinguir o projecto, tecnologia e/ou prática de cuidados de saúde inovadores e integradores, desenvolvidos em Portugal, que demonstrassem, pelo seu cariz solidário e humanitário, ter acrescentado valor de diferenciação positiva ao processo de dignificação e promoção das condições de vida da criança e, em particular, da criança vítima de doença.

Resultou vencedora a Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, pelo seu trabalho “Acreditar +”, nele reconhecendo, o Júri, “a qualidade e expressão dos princípios humanistas orientadores da acção desenvolvida por este projecto institucional que, em conformidade com os valores da Fundação Bissaya Barreto, considerou ser exemplo de uma efectiva alavanca da cidadania. Destacando o âmbito nacional da sua intervenção, o Júri valorizou ainda a forte expressão do voluntariado organizado, associado a esta causa, concorrendo meritório o programa de formação intensiva que, para este fim, é proporcionado pela instituição.

Identificaram-se ainda como relevantes a multidisciplinaridade e dimensões do programa de cuidados de saúde promovido pela Associação, desde o apoio de retaguarda, anualmente proporcionado às famílias com crianças com cancro, através das Casas Acreditar, às iniciativas pedagógicas e mobilizadoras de apoios diversos, tendentes a melhorar a promoção das condições de vida da criança vítima de doença oncológica”.

À cerimónia de entrega do Prémio, que contou com a presença do Primeiro Ministro, assistiram cerca de três centenas de convidados, dentre os quais expressivo número de pais, amigos e voluntários, colaboradores da Acreditar.

No seu discurso, a Presidente do Conselho de Administração, Patrícia Viegas Nascimento, elogiou o trabalho da instituição vencedora que, disse, “emergindo de um esforço organizado da sociedade civil foi capaz de transformar conhecimento e voluntarismo em Acção, chamando a si a difícil missão de – no limite da desesperança, do medo e da angústia – fazer acreditar; de partilhar esperança e apontar caminhos; de colaborar com os hospitais pediátricos de uma forma integrada, disponibilizando recursos, com formação adequada, para actuarem sobre os efeitos psicossociais da doença oncológica; de prestar às crianças, hospitalizadas e no domicilio, cuidados paliativos e actividades promotoras do seu desenvolvimento integral, minimizando os efeitos do seu sofrimento físico e emocional, do seu isolamento e desintegração escolar e social; de prestar apoio, através das “Casas Acreditar”, a centenas de Pais, que durante o tratamento dos seus filhos, podem gratuitamente dispor destas residências temporárias, junto aos hospitais, poupando-os de pesados encargos com deslocações e alojamento”.

Para João Bragança, Presidente da Direcção da Acreditar, “o lema da Fundação Bissaya Barreto – façamos felizes as crianças da nossa terra – poderia ter estado na génese da Acreditar” porque, registou “afinal, existimos para que as crianças que são confrontados com uma guerra injusta – a do cancro infantil – consigam dizer a palavra felicidade quando se olham ao espelho”. Não alheio ao simbolismo da data escolhida para a realização da cerimónia de entrega deste prémio, João Bragança cumprimentou ainda a Fundação pelo seu aniversário: “A Fundação está de parabéns. Celebra 53 anos de vida mas, no dia em que o faz, decide não pedir – oferece um presente. Em troca recebe aquilo que ambicionam as pessoas de boa vontade: o conforto do altruísmo ou, para um católico que nunca deixo de ser, o exercício do amor ao próximo” – disse. Leia aqui o seu discurso integral.

A encerrar a cerimónia o Primeiro Ministro, Pedro Passos Coelho, elogiou o pioneirismo em que, no quadro da filantropia social, cabia por justiça enquadrar-se a Fundação Bissaya Barreto e congratulou-se com a escolha do Júri, na atribuição do prémio à Acreditar, instituição cujo “trabalho notável a todos convoca” – disse. Muito particularmente sublinhou a importância das suas Casas de acolhimento, “um novo lar” que evita que, “à dor já pesada por ver um filho vitima de doença grave se acrescente a dor da separação dos pais numa altura em que as crianças deles mais precisam”.

Para Pedro Passos Coelho, “ao lançar o tema saúde na criança, alavanca da cidadania, a Fundação Bissaya Barreto conseguiu prestar a mais justa homenagem a Nuno Viegas Nascimento. O seu legado – disse – não podia ser melhor preservado pela Fundação Bissaya Barreto que continua e continuará a fazer o que sempre a distinguiu: manter uma presença activa em várias áreas de intervenção social. (…) Iniciativas como estas que a Fundação Bissaya Barreto promove, são essenciais para valorizar não apenas o voluntariado, para sublinhar as preocupações altruístas e filantrópicas, como para irmos fazendo a reengenharia sobre a construção de uma sociedade justa” – afirmou ainda o Chefe do Governo.

PRÉMIO 2010 - A Inovação na Promoção Social

A IIª edição do Prémio Nuno Viegas Nascimento, atenta à Área Social, lançou a concurso o tema “A Inovação na Promoção Social” para “distinguir a obra de pessoa ou instituição que demonstrasse, pelo impacto da sua acção e conhecimento, ter aplicado práticas inovadoras e efectivas aos sectores sociais, revelado ideias com potencialidade e, sobretudo, iniciativas que tivessem contribuído para uma mudança social qualitativa através do desenvolvimento de novas metodologias ou modelos organizacionais favoráveis à dignificação da pessoa humana e à promoção da harmonia social, em Portugal”.

O Prémio foi atribuído à Comunidade Vida e Paz (Lisboa) pelo trabalho “Restituir a Dignidade, Alimentar a Esperança”. Concorreram para a decisão do Júri “a qualidade e expressão dos princípios humanistas orientadores da sua intervenção social e terapêutica, da capacitação para a realização e reabilitação pessoal, do respeito pela diferença e pelos direitos individuais” e, bem assim, “o modelo social e formativo do projecto, o qual – pela promoção de uma consciencialização para a prática da Solidariedade, da Entre-Ajuda e do Voluntariado organizado – considerou ser um exemplo de sucesso digno de ser replicado e alargado a outros pontos do país”. Em face dos contextos sociais particularmente difíceis e adversos em que a Comunidade Vida e Paz desenvolve este projecto, o Júri evidenciou ainda “que o estado de alerta permanente da instituição para as emergências sociais, a capacidade mobilizadora da organização e as metodologias do trabalho deveriam representar um estímulo ao exercício da filantropia, da inclusão, reabilitação e reinserção social, equacionados sobre o conhecimento cientifico, a inovação, a competência técnica, o rigor e a qualidade, valores convergentes não só com o âmbito do lema do Prémio como com os valores defendidos pela Fundação Bissaya Barreto em matéria de intervenção social”.

A cerimónia de entrega do Prémio contou com a presença, como orador convidado, do Ex-Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio.

Leia aqui o discurso do Vencedor do Prémio

PRÉMIO 2009 - Educar para Criar: da Escola à Universidade

A Iª edição do Prémio incidiu sobre a área da Educação. Sob o lema “Educar para Criar: da Escola à Universidade” visou distinguir contributos para a valorização, divulgação e distinção de boas práticas em matéria de Educação em Portugal.

Resultou vencedora a Associação Criança (Braga), pela obra “Escutando as Crianças, Formando os Profissionais”.

O trabalho foi distinguido pela “qualidade da investigação, da metodologia e da pedagogia com que esta Associação vem promovendo o desenvolvimento e a formação profissional dos educadores de infância a partir de contextos de avaliação e participação construtiva centrada na escola e na ética de relações e diálogo que promove entre todos os protagonistas no atendimento educacional à infância. “Formar para desenvolver e inovar com qualidade”, “formar através da construção e da participação em contexto organizacional”, resultaram para o Júri como valores modelares do desenvolvimento humano convergentes não só com o âmbito do lema do Prémio como com os valores defendidos pela Fundação Bissaya Barreto em matéria de Educação.

A cerimónia de entrega do Prémio, contou com a presença do Senhor Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva.