Património Inicial

A Fundação Bissaya Barreto foi constituída em 1958 com um património inicial de 1.200 contos de réis, inscrito pelo patrono. Por doação testamentária, o Professor Doutor Bissaya Barreto fez da Fundação herdeira universal dos seus bens, acrescentando-lhe valioso património imobiliário (urbano e rústico) localizado em diversos concelhos da região centro do país.

Imóveis Urbanos que enquadram Estabelecimentos e Serviços

ARGANIL

Casa da Criança Joaquina Barreto Rosa (creche/jardim de infância)

CARAPINHEIRA (Montemor-o-Velho)

Casa da Criança D. Maria Leonor Anjos Dinis (creche/jardim de infância)

COIMBRA

Sede da Fundação Bissaya Barreto
Serviço Domiciliário de Coimbra
Portugal dos Pequenitos (parque lúdico-pedagógico)
Casa da Criança Rainha Santa Isabel (creche/jardim de infância)
Casa Museu Bissaya Barreto
Centro de Documentação Bissaya Barreto
Casa das Artes da Fundação Bissaya Barreto
Instituto Superior Bissaya Barreto
Auditório Bissaya Barreto
Centro de Formação Bissaya Barreto
Instalações Desportivas
Colégio Bissaya Barreto (1º, 2º e 3º ciclos)
Casa da Criança Maria Granando (creche/jardim de infância)
Casa do Pai (Centro de acolhimento temporário para crianças em  risco)
Unidade Prestadora de Serviços (lavandaria, cozinha e refeitório)
Capela

FIGUEIRA DA FOZ

Centro Geriátrico Luís Viegas Nascimento
Unidade de Medicina Física e Reabilitação
Casa da Criança São Julião (creche/jardim de infância)

LUSO (Mealhada)

Casa da Criança Maria do Resgate Salazar (creche/jardim de infância)
Grande Hotel de Luso

MONTE REDONDO (Leiria)

Casa da Criança Maria Rita Patrocínio Costa (creche/jardim de infância)

VILA POUCA DA BEIRA (Oliveira do Hospital)

Pousada do Convento do Desagravo – Contrato de Exploração com o Grupo Pestana Pousadas
Casa Anexa ao Convento
Igreja do Convento do Desagravo

Imóveis Urbanos - Relevância Histórica e Arquitetónica

SEDE DA FUNDAÇÃO (Quinta dos Plátanos, Bencanta, Coimbra)

A Quinta dos Plátanos foi residência do Conselheiro Adrião Forjaz de Sampaio desde 1890 até à sua morte, altura em que foi herdada por sua mulher, D. Leonarda Teresa Leite Forjaz. Em 1899, ano da morte da proprietária, a quinta foi herdada pelos filhos Cipriano e João Forjaz Pereira de Sampaio. A propriedade manteve-se na posse da família Forjaz de Sampaio até 1943, ano em que o Prof. Bissaya Barreto a adquire pela quantia de trinta mil escudos. Entre 1947 e 1990 a quinta esteve cedida à Comunidade de S. Francisco, liderada pela Irmã Teresa Granado, que nela recolheu e educou crianças órfãs até à maioridade, realizando uma Obra que se identificava em pleno com o sentimento filantrópico de toda a Obra de Bissaya Barreto.

Atualmente, pouco resta da estrutura original da residência familiar dadas as diversas reformas a que o edifício foi sujeito, a maioria das quais efetuadas já no século XX, após a aquisição da propriedade pelo Prof. Bissaya Barreto. Ainda assim, a fachada sudoeste, menos alterada, preserva pormenores construtivos que evidenciam um gosto pelo estilo palaciano de setecentos, ressalvando-se algumas semelhanças com o Palácio de Oeiras. Readaptada para receber funções administrativas é, desde 12 de Junho de 1993, o edifício-sede da Fundação Bissaya Barreto, por transferência das anteriores e primitivas instalações na Av. Sá da Bandeira.

GRANDE HOTEL DE LUSO (Mealhada)

Destinado a engrandecer as Termas de Luso, o projeto de construção do hotel foi entregue ao arquiteto Cassiano Branco no período em que o Professor Bissaya Barreto exerceu o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Sociedade da Água de Luso, à qual esteve ligado durante mais de quarenta anos, primeiramente prestando os seus serviços clínicos e, posteriormente, por exercício daquelas funções. Inaugurado em 27 de Julho de 1940, foi detido ao longo de décadas por diversas entidades e sociedades. A Fundação Bissaya Barreto é, desde 2007, acionista única desta emblemática unidade hoteleira, referência importante no segmento de saúde e bem-estar do centro do país.

CONVENTO DO DESAGRAVO (Vila Pouca da Beira, Oliveira do Hospital)

Património do século XVIII, conheceu no tempo diversas utilizações e proprietários. Em 1959 a sua posse transitou, por legado, para a Fundação Bissaya Barreto que então aí implementou atividades de assistência infantil, através da Colónia de Férias “Ar e Sol.” Em 2000, privilegiando a conservação da riqueza patrimonial e a memória da identidade histórica do imóvel, a Fundação Bissaya Barreto recuperou e readaptou o Convento do Desagravo a unidade hoteleira a qual, em 2002, passou a fazer parte integrante da Enatur / Pousadas de Portugal. De presente está entregue à exploração do Grupo Pousadas de Portugal. É imóvel classificado de interesse Público por portaria 118/2013 de 8 de março.

QUINTA DA ZOMBARIA (Vil de Matos, Coimbra)

A quinta foi propriedade inicial do ilustre catedrático de Botânica da Universidade de Coimbra, Professor Doutor Júlio Augusto Henriques. Posteriormente foi vendida a uma família natural de Aveiro à qual, no início dos anos 40, o Prof. Bissaya Barreto adquiriria toda a propriedade. O edifício apalaçado, de estrutura complexa mercê de transformações acrescentadas ao longo do tempo, possui um elegante corpo principal ladeado por dois torreões que rematam, em vértices opostos, a construção. A fachada principal é dominada por uma varanda, sustentada por um conjunto de arcos de volta perfeita, que faz a ligação entre um dos torreões e a estrutura da chaminé. Uma peculiar estrutura cónica revestida a azulejo, a fazer lembrar os palacetes da Serra de Sintra, destaca-se das linhas retas dos telhados. Não se conhecendo muito da história desta quinta, associa-se-lhe no entanto relatos da queda de um avião, durante a Guerra Civil de Espanha (36-39) pertencente à divisão azul alemã.

EDIFÍCIO DO LARGO DA SÉ (Leiria)

Durante a sua estada em Leiria (1870) foi neste edifício, onde funcionava a Administração do Concelho, que o escritor José Maria de Eça de Queiróz exerceu o cargo público de administrador do concelho. Uma função, para a qual não sentiu nunca vocação, cumprida no tempo mínimo necessário para reunir condições de concorrer ao cargo de cônsul de 1ª classe e ingressar na vida consular. Será neste local, junto à Sé e à Administração do Concelho, que vai decorrer grande parte da obra “O Crime do Padre Amaro”. A casa situa-se num ângulo importante do largo e prolonga-se por duas ruas, a rua da Vitória, em direção ao jardim, e a rua da D. Sancho I, que ladeia a Sé. O conjunto é formado por um edifício principal, com a fachada virada para o Largo da Sé, e por um grupo de estruturas anexas, acrescentadas em diferentes épocas.

Imóveis Rústicos

A Fundação possui património rústico constituído por um conjunto de propriedades (florestais e de semeadura) localizadas em Castanheira de Pera, Coimbra, Góis, Leiria, Marinha Grande, Mealhada, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra e Pedrogão Grande, totalizando cerca de 238 hectares.